Pensando Bobagem


Reparos no carango

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Olá, venho falar do meu carro mais uma vez. Como eu disse num post anterior, meu carro tem carburador eletrônico. O carburador eletrônico sente a temperatura do carro e a quantidade de ar que o motor está puxando (vácuo) e decide quanto de combustível a mistura deve ter. Ótimo para uma fria manhã de terça-feira quando o carburador faz o carro pegar de primeira e nem precisa ficar esquentando.

Mas esse carburador é mais elaborado do que os carburadores convecionais e isso traz alguns problemas para fazer a manutenção. Por exemplo, meu carro estava com um problema chato de morrer na marcha lenta. Enquanto o motor estava frio rodava normal, não morria. Mas com o motor quente era só pisar na embreagem para o motor apagar. Daí você tem que parar no semáforo e ficar acelerando, isso aumenta o consumo de combustível e sempre parece que você tá chamando o carro do lado para um racha.

Antes de mandar o carro para a oficina eu fiz uma breve pesquisa na internet sobre o que poderia estar causando esse problema e acabei descobrindo que isso era causado por um entrada “falsa” de ar no carburador. Quando o motor puxa o ar do carburador, leva combustível junto, mas essa entrada “falsa” de ar estava reduzindo a quantidade de combustível da mistura e, por isso, o motor morria. Só me restava saber onde estava a maldita entrada de ar.

Mandei o carro numa oficina especializada em carburadores. O cara desmontou todo o carburador, limpou, checou tudo e descobriu uma válvula que não fechava quando deveria. Eu comprei o carro com esse problema e demorei 8 meses para resolver o problema. Por que? Falta de verba, claro!

Tinha gastado uma grana boa com revisão de freios e suspensão e de toda a parte elétrica do carro e não sobrou nada para mexer no motor. Mas assim que sobrou uma graninha eu troquei o distribuidor, os cabos de vela e mandei revisar o carburador. Agora o próximo passo vai ser trocar as velas, revisar a direção hidráulica e, talvez, retificar o motor. Espero que esse último não seja necessário ainda. Assim que toda parte mecânica e elétrica estiver em dia, ainda tenho o interior do carro para dar uma arrumada.

Carro velho dá despesa, trabalho e muitas alegrias.

Escrito por Luizão

março 25, 2009 às 9:00 am

Pipoca

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Talvez esse post seja o começo da sessão mais inútil do blog, mas é bem próximo ao nome do blog. São coisas do cotidiano que, talvez, você nunca tenha parado para pensar sobre elas. Por exemplo, você sabe porque o milho de pipoca estoura? De onde ele vem? É o mesmo milho que vem nas latas em conserva? Por que alguns grãos não estouram e quase nos quebram os dentes?

O milho pipoca se caracteriza por ter grãos pequenos e duros que têm a capacidade de estourar quando aquecidos em torno de 180ºC, diferente do milho comum. Segundo informações das empresas empacotadoras, o consumo nacional de milho pipoca está em torno de 80 mil toneladas, sendo que 75% desse mercado corresponde ao millho pipoca americano, importado parcialmente da Argentina.

O mistério que envolve a pipoca já era discutido até por algumas tribos indígenas americanas, elas começaram a fazê-la com a espiga inteira colocada num espeto e levada ao fogo. Com relação à pipoca estourar, eles costumavam dizer que os espíritos viviam dentro de cada grão de pipoca. Os espíritos viviam em paz, mas quando suas “casas” eram aquecidas eles ficavam furiosos, fazendo com que o grão pulasse e finalmente estourasse libertando o espírito, que saía sob a forma de uma névoa.

Mas o que acontece é bem mais concreto: A “explosão” de um grão de pipoca quando aquecido é o resultado da combinação de 3 fatores:

  1. Além de amido, o interior do grão (endosperma) contém cerca de 12% de água;
  2. O endosperma é um excelente condutor de calor;
  3. O exterior do grão (pericarpo) apresenta grande resistência mecânica, é duro e raramente possui falhas (rachaduras).

Quando os grãos de milho são aquecidos a umidade interna (endosperma) é convertida em vapor, ou seja, sofre vaporização. Em um determinado ponto, o ar retido tenta expandir-se e as moléculas se movimentam com tanta rapidez no interior do milho que desta forma pressionam fortemente as paredes resistentes, até que elas se rompem e os grãos de milho explodem e se tornam maiores do que o grão original.

O pericarpo atua como uma panela de pressão, evitando a saída do vapor de água até que certa pressão limite seja atingida. Neste ponto, ocorrem duas coisas: o grão explode, com som característico (pop!) e o amido do endosperma incha abruptamente, e se transforma no floquinho branco de textura macia que chamamos de pipoca. A explosão da pipoca nada mais é que a expansão do vapor de água dentro do grão, essa é a verdadeira explicação científica para o estouro da pipoca.

No entanto sempre sobram alguns grãos que não estouraram. Isso se deve à pouca quantidade de água dentro do grão ou rachaduras no pericarpo ou casca. Essas rachaduras deixam a pressão sair calmamente sem causar uma explosão. Preocupados com este terrível e abominável problema, pesquisadores da Purdue University, do estado americano de Indiana, conseguiram identificar na pipoca uma estrutura cristalina que determina a qualidade do “estouro”.

Pode parecer uma preocupação boba, mas já imaginou as conseqüências de morder um milho que não estourou? Além do incômodo, esta pipoca mal-sucedida pode quebrar dentes e destruir obturações. Acrescentem-se aí os gastos com o dentista e está explicada a necessidade em se descobrir uma maneira de melhorar a qualidade do petisco.

A conclusão à qual os pesquisadores chegaram foi de que a estrutura química da parte externa ? pericarpo – da semente, que é composta parcialmente de celulose (um polímero de glicose), é a principal responsável pela qualidade. Durante o aquecimento, o pericarpo atua como uma panela de pressão, fechando dentro de si o conteúdo da semente. O conteúdo aquecido aumenta a pressão até que o milho se rompe e estoura, a semente se vira de dentro para fora e produz aquela maravilha branca e crocante.

Nas pipocas que estouram melhor, o pericarpo é composto por um arranjo cristalino mais bem ordenado e resistente do que nas outras variedades. Essa estrutura mais firme tende a aumentar a retenção do conteúdo da semente, fazendo com que esta tenha uma ruptura maior. O estudo será publicado na versão impressa da edição de julho da BioMacromolecules, jornal da Sociedade Americana de Química.

Agora sejamos francos, você já pensou que simples fato de preparar uma vasilha de pipoca implicasse em tantas transformações químicas, tanta ciência?

Escrito por Luizão

março 24, 2009 às 10:47 am

Estruturas de controle I

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Para ilustrar a utilidade das estruturas de controle em C vamos fazer um programa que diz se um número é par ou ímpar. Muito simples, mas vai servir. Você com certeza já teve que fazer escolhas e pode ser que estas escolhas fossem condicionadas, relacionadas com alguma coisa. Por exemplo, se fizer sol vou à piscina, se chover vou assistir um filme. Em programação isso é muito comum e o C possui estruturas e comandos condicionais para seleção, iteração e desvio. Hoje veremos apenas as estruturas de seleção. Mas antes é preciso definir o que é verdadeiro e falso em C.

Verdadeiro e Falso

Muitos comandos em C contam com um teste condicional que determina o curso da ação. Uma expressão condicional chega a um valor verdadeiro ou falso. Em C, ao contrário de muitas outras linguagens, um valor verdadeiro é qualquer valor diferente de zero, incluindo números negativos. Um valor falso é 0. Esse método para verdadeiro e falso permite que uma ampla gama de rotinas sejam codificadas de forma extremamente eficiente e elegante.

Estruturas de seleção

O C possui 2 estruturas de seleção: if e switch. A forma geral da estrutura if é:

if (expressão) comando
else comando

onde comando pode ser um único comando, um bloco de comandos ou nada. A cláusula else é opcional.

Se a expressão for verdadeira (valor diferente de zero) o comando do if é executado, se não for verdadeira (valor igual a zero) o comando do else é executado, se existir um else. Se não existir a cláusula else, o comando do if é simplesmente “pulado”.

Veja o código abaixo, compile e rode. Estude as entradas e saídas possíveis e poste qualquer dúvidas nos comentários.


#include
int main()
{
int numero;
printf(“Digite um número\n”);
scanf(“%i”,&numero);
if(!(numero%2))
printf(“%i é par\n”,numero);
else
printf(“%i é ímpar\n”,numero);
return 0;
}

Escrito por Luizão

março 23, 2009 às 10:06 am

Operadores

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Depois de falar sobre os tipos de variáveis que existem na linguagem C, chegou a hora de aprender a “brincar” com essas variáveis. Essa brincadeira é feita com o uso dos operadores. Você já usou alguns operadores no post passado, mas deve tê-los ignorado de tão óbvios que são. Porém alguns operadores não são tão óbvios, mas igualmente poderosos.

Operador de atribuição

Vamos começar com o operador de atribuição, representado pelo sinal “=”. Esse e sinal é usado para atribuir o valor de uma expressão a uma variável. A expressão está sempre à direita do sinal e a variável à esquerda, como no exemplo:

x = a + b;

À variável “x” será atribuído o resultado da soma “a+b” (expressão). A expressão pode ser composta de uma única variável ou ser muito complexa e composta de várias variáveis e operadores ou, ainda, ser o retorno de uma função o que é muito comum em C.

O C também suporta atribuições múltiplas onde você pode jogar o resultado de uma única expressão em mais de uma variável ao mesmo tempo.

x = a = b = 0;

Operadores Aritméticos

Para escrever expressões e brincar com as variáveis é preciso, muitas vezes, de operadores aritméticos. Esses operadores são usados para fazer cálculos matemáticos. A tabela a seguir lista os operadores aritméticos de C.


Operador Ação
- Subtração, também menos unário
+ Adição
* Multiplicação
/ Divisão
% Módulo da divisão (resto)
++ Incremento
Decremento
Lista de operadores aritméticos

Desses operadores apenas 3 devem ser novidade. Os operadores de incremento, decremento e módulo da divisão. Vou começar explicando o módulo da divisão.

O módulo da divisão retorna o resto da divisão entre dois inteiros. Se você dividir 3 por 2 o resulto é 1,5. Mas vamos supor que você quer o resultado e o resto como valores inteiros. Então você vai fazer assim:

int q,r;
q = 3/2;
r = 3%2;

Como “q” é uma variável inteira o resultado da divisão vai ser arredondado para baixo e “q” vai ter o valor 1. A variável “r” vai ficar com o resto (que preconceito) da divisão, ou seja, 1 também. Você pode não ver muita utilidade para esse operador agora, mas conforme a necessidade for aparecendo você vai agradecer ao Dennis Ritchie pelo operador.

C inclui dois operadores úteis geralmente não encontrados em outras linguages contemporâneas ao C. São os operadores de incremento e decremento, ++ e –. O operador ++ soma 1 ao seu operando, e — subtrai 1. Ambos os operadores de incremento de decremento podem ser utilizados como prefixo ou sufixo do operando. Por exemplo:

x = x + 1;

pode ser escrito

++x;

ou

x++;

Existem ainda operadores relacionais e lógicos que serão apresentados junto com as estruturas de controle de fluxo. Os operadores de ponteiros serão vistos junto com ponteiros, claro. Até a próxima, pessoal.

Escrito por Luizão

março 5, 2009 às 3:34 pm

Tipos básicos e variáveis

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Neste post vamos começar a falar sobre expressões em C. As expressões e C são mais gerais e poderosas que na maioria das outras linguagens de programação. Expressões são formadas por dois elementos básicos em programação: dados e operadores. Os dados são representados por variáveis ou constantes que podem ser de alguns tipos definidos pela linguagem. A linguagem C possui 5 tipos básicos de dados que podem ser modificados de acordo com a necessidade do programador.

Os cincos tipos básicos

Há 5 tipos básicos de dados em C: caracter (char), inteiro (int), ponto flutuante ou real (float), ponto flutuante de precisão dupla (double) e sem valor (void). Todos os outros tipos de dados em C são derivados desses 5. Para o iniciante esses tipos bastam. Já dá para fazer muita coisa apenas com int e char, imagine com float e double juntos. O void foi apresentado mas você, iniciante, não verá muita utilidade nele por enquanto. Mas já adianto que esse tipo é muito útil quando você quer criar uma coleção de dados genéricos.

Quando uma variável é criada, geralmente, damos um nome ou um identificador a ela. Esses identificadores podem variar de um a diversos caracteres. O primeiro caractere deve ser uma letra ou um sublinhado e os caracteres subsequentes devem ser letras, números ou sublinhado. Lembrando que letras maiúsculas e minúsculas fazem diferença. Por exemplo: Media e media são dois identificadores diferentes para o compilador.

Onde as variáveis são declaradas

As variáveis são declaradas em três lugares básicos: dentro de funções, na definição dos parâmetros das funções e fora de todas as funções. Estas são variáveis locais, parâmetros e variáveis globais, respectivamente.

Variáveis locais

Variáveis que são declaradas dentro de funções são chamadas de variáveis locais. Essas variáveis só podem ser usadas dentro do bloco da função. Imagine a função como uma caixa onde as variáveis ficam guardadas. Essas variáveis não podem sair da caixa, exceto em casos onde uma caixa pede para outra caixa realizar uma operação. Nesse caso as caixas trocam informação através dos parâmetros de entrada e saída da função.

Parâmetros

Cada função define as informações necessárias e que informação vai devolver para a função que requisitou essa informação. É através desses parâmetros de entrada e saída que as caixas conversam. Esses parâmetros são utilizados como variáveis locais dentro da função. Ainda não vamos criar funções, mas vamos usar algumas.

Variáveis globais

As variáveis globais estão fora de qualquer caixa, por isso todas as caixas podem usar essas variáveis. Essas variáveis existem durante todo o tempo em que o programa é executado e todas as funções as “enxergam”. Você cria variáveis globais declarando-as fora de qualquer função. Elas podem ser acessadas por qualquer expressão independente de qual bloco de código contém a expressão. Esse tipo de declaração deve ser evitado para evitar consumo excessivo de memória e problemas com o valor dessa variável. Como todas as funções têm acesso a ela, fica mais difícil o controle da mesma.

Exemplo de código

Como exemplo de uso das variáveis, vamos escrever um programa que calcule a média entre dois números passados pelo usuário. Ainda não vamos definir funções mas vamos usar o scanf para pegar a entrada do teclado e jogar numa variável e printf para apresentar os resultados.

#include

int main()
{
    int num1;
    int num2;
    float media;

    printf("Digite o primeiro numero: ");
    scanf("%i",&num1);
    printf("Digite o segundo numero: ");
    scanf("%i",&num2);

    media = (num1+num2)/2;

    printf("A média entre %i e %i é %f.\n",num1,num2,media);
    return 0;
}

Como trabalho para vocês, descubram o que o scanf faz e quais os parâmetros que ele aceita. Não vou postar meu email aqui então usem a página de contatos para entrar em contato comigo com dúvidas ou sugestões. Abraço.

Escrito por Luizão

março 2, 2009 às 10:12 am

Para se ter um carro velho

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Eu tenho um Versailles ano 93. Motor 2.0 a álcool, com carburador eletrônico. Um carrão e eu adoro o meu carro, apesar de ele ser velho. Já encontrei mecânicos que me disseram que carburador eletrônico é uma merda, outros me mandaram trocar por um carro mais novo. Não troco de jeito nenhum, pois não tenho condições de comprar um carro novo com todas as regalias que tenho no meu Versailles. Ele tem vidro elétrico, trava elétrica, alarme, direção hidráulica, faróis de milha e desembaçador traseiro, além de ser espaçoso e com um baita porta-malas. É uma delícia dirigí-lo como aquele motorzão e suspensão macia.

Meu sogro tem um Chevette que não me lembro o ano, mas também é velho. Uma colega de trabalho tem um Del Rey ano 89, outro colega tem um Fusca setenta e alguma coisa. Meu pai comprou um Palio zerinho, mas vive indo dar uma olhada no meu velhinho, ele até vai aproveitar que está atoa de manhã e levar meu carro na oficina para dar uma regulada.

O fato é que tem muita gente andando de carro velho por aí e não querem nem pensar em trocar por um mais novo. Adoram seus velhinhos e adoram quando alguém os admira. Eu acabei de pagar pau para o Del Rey da minha colega aqui no trampo. Zero de lata e o motor não tem um barulhinho estranho nem nada, tá lindo o carro dela. Já faz tempo que vejo esse carro aqui no estacionamento, mas sempre achei que fosse de um homem. Eita preconceito!

E o que você precisa para ter um carro velho? Paciência, muita paciência. Pode estar certo que ele vai ter um problema quando menos se espera. Eu ia viajar no reveillon e numa bela manhã de quarta-feira meu carro resolveu que não ia ligar e passou o reveillon na garagem. Tive que pedir o carro emprestado para o meu vô e fui viajar no carro dele.

Também existem algumas coisas que você precisa ter no carro sempre. Como uma garrafa d’água para colocar no radiador, caso ele ferva. Arame e alicate para o caso de soltar alguma coisa, lembrando que o arame é apenas um reparo temporário para o carro aguentar chegar na oficina. Se for fazer uma viagem longa é bom levar um pouco de óleo para o motor. Carros velhos costumam queimar 1 litro de óleo a cada 1000km. Se precisar completar o óleo num domingo você não vai precisar ficar procurando um posto de gasolina aberto.

Para você que acabou de comprar um carro velho, leve-o numa revisão. Não importa as promessas do vendedor ou do dono anterior do carro de que está tudo em ordem. Mande dar uma olhada naquilo que fica debaixo do capô, freio e suspensão. Se a grana estiver curta, mande olhar pelo menos freio e suspensão, pois é melhor ficar na mão do que capotar o carro ou não conseguir freiar numa emergência. Suspensão e freio em ordem, você pode abrir o capô e ir trocando algumas coisas.

Tenho quase certeza que você vai ter que trocar o distribuidor, cabos, velas, óleo e talvez a bateria. Para carros com ar-condicionado trocar o filtro é mto importante. Para direção hidráulica, completar o óleo. Ainda é preciso ver a necessidade de retificar o motor, trocar filtro de óleo, ar e combustível. Verificar todos os instrumentos do painel, afinal, você não vai querer ser pego no radar com o velocímetro marcando 20km/h. Além dos mostradores no painel, tem que checar os sensores, ou “cebolinhas”.

Outra coisa que é muito negligenciada é pneu. Os pneus estão carecas, com bolhas ou qualquer outra avaria? Troque imediatamente. Sua segurança vale mais que os pneus novos. E não esqueça do step.

Depois de tudo arrumado e seu carango rodando maravilhosamente bem, é hora de mantê-lo assim. Dê uma olhada no óleo e água toda semana, calibre os pneus e fique atento a qualquer ruído estranho. Saber um pouco de mecânica ajuda, mas não se preocupe, com um carro velho você vai aprender mecânica na marra.

Escrito por Luizão

fevereiro 24, 2009 às 6:41 pm

Cervejaria Grohmann

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Bom, finalmente o blog da cerveja saiu do papel e eu acabei de postar o primeiro post do blog. É só uma apresentação, mas aos poucos vou encher o blog de informação e vai ficar bem legal, vocês vão ver. Vejam então o blog da Cervejaria Grohmann.

Escrito por Luizão

fevereiro 23, 2009 às 11:18 am

Canetas e idéias

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Para mim, escrever no computador é um bocado broxante. Só consigo escrever alguns posts mesmo, nada maior que duas páginas. O processo de digitar parece mecânico e você não sente o pensamento fluindo de você para o teclado. Se for para escrever uma história algo que o valha, prefiro escrever à mão mesmo. Com papel e caneta.

Enquanto uso a caneta para passar para o papel as minhas idéias, parece que as idéias que vão saindo pela ponta da caneta chamam idéias novas para dentro da minha mente. Sabe quando você despeja cerveja no copo e o ar entra na garrafa para preencher o vazio deixado pela cerveja, é assim mesmo que me sinto. Mas escrevendo no computador eu não sinto nada disso, é como se todas as idéias ainda estivessem aqui dentro da minha cabeça ocupando um baita espaço e, de repente, eu travo. Todas as idéias foram usadas, mas ainda ocupam aquele espaço precioso no cérebro.

O problema é que a caneta influencia muito na escrita. Se eu escrevo com uma daquelas BIC baratinha de 50 centavos eu também travo. Talvez essa caneta não seja um caminho apropriado para as idéias, mas é perfeita para tomar notas na faculdade ou no trabalho, pois ela escreve sem frescura em qualquer lugar. Para escrever mesmo tem que ser com caneta tinteiro.

Parece que a caneta tinteiro escreve sozinha, você encosta a ponta no papel e não consegue parar até acabar a tinta. É a “freeway” das idéias que formam um comboio e vão saindo. Sem mencionar que escrever à mão é muito mais intuitivo que escrever no computador e usar todas as ferramentas que existem.

Precisa ficar arrumando margem, tamanho, fonte, espaçamento e todas as outras coisas que existem para só depois começar a escrever? O papel já vem no tamanho certo, é só pegar a caneta e começar a escrever. A sua mão não aceita outras “configurações”, você vai escrever com a sua letra, no tamanho e formato de sempre. Você só precisa se preocupar em escrever, foda-se a letra e o formato, depois você pode digitar tudo no computador e imprimir.

Escrito por Luizão

fevereiro 4, 2009 às 2:58 pm

Entendendo seu primeiro código

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Hoje vou explicar exatamente o que cada coisa faz no código que você usou para fazer o seu primeiro programa em linguagem C. Esse primeiro exemplo é bem simples, mas já serve para ilustrar alguns dos principais conceitos da linguagem.

#include<stdio.h>

Essa primeira linha de código diz para o compilador que você vai usar as funções contidas no arquivo stdio.h, esse arquivo contêm funções de entrada e saída.

Entrada e saída é como o programa “conversa” com o usuário. O computador possui alguns periféricos de entrada, como o mouse e o teclado, e periféricos de saída, como monitor e impressora. Portanto essas funções servem para mandar ou receber “informações” do usuário.

main()

É a função principal que todo programa em linguagem C tem que ter. Quando você executa o programa compilado, a função main() é chamada pelo computador que começa a execução do seu programa. Você deve estar se perguntando porque falo tanto sobre funções.

Funções são os blocos básicos de programação em C. Quando você escreve um programa para realizar uma determinada tarefa, essa tarefa pode ser quebrada em vários pedaços menores (dividir para conquistar) e implementados independentemente. Esses “pedaços menores” são as funções que serão vistas mais a fundo nos próximos posts.

{ e }

Esses dois símbolos servem para determinar onde uma função começa e termina. São chamados de limitadores de bloco ou escopo. Todas as variáveis que você declarar entre as chaves, morrem assim que você fecha a chave.

printf(“Olá, Mundo”);

printf é uma das funções contidas no arquivo stdio.h e serve para escrever na tela o texto passado como parâmetro. O parâmetro aceito pelo printf é uma string. Strings são vários caracteres encadeados, formando um texto, e são escritas entre aspas. O compilador reconhece as aspas e sabe que dentro delas está um texto que não faz parte do código, ou seja, não é função nem variável.

O ponto-e-vírgula serve para dizer ao compilador que aquela linha de código acabou. O compilador do C simplesmente ignora quebras de linha e espaços em branco, mas entende o ponto-e-vírgula como final de um comando.

Nos próximos posts veremos com mais detalhes o que são variáveis, funções, parâmetros e operadores.

Escrito por Luizão

janeiro 16, 2009 às 9:10 am

Editor e compilador

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Para você começar a programar, você vai precisar de duas coisas. Na verdade são três, mas se você está lendo isso é porque você já tem a primeira. Um programa é escrito, código-fonte, e depois compilado, executável. Portanto você vai precisar de um editor de texto e um compilador da linguagem C que vai transformar o seu código em um programa propriamente dito.

Editor

Basicamente qualquer editor de texto serve, desde o notepad e o vi até ferramentas de desenvolvimento mais sofisticadas como o eclipse. Eu, particularmente, prefiro usar direto um editor de texto mesmo, pois são muito mais fáceis de usar que uma IDE e você se concentra mais em programar e não aprender a usar a ferramenta. Vamos só aprender a programar, depois você escolhe uma ferramenta para você usar.

Eu uso o emacs, ele é bastante simples para o iniciante e tem umas coisas modernas se você quiser fazer umas graças com ele.

Compilador

Depois que você tiver escrito o código do seu programa, você vai precisar transformar esse código em um programa usando um compilador. No ambiente Unix/Linux o gcc é unanimidade, mas se você usa Windows existe uma implementação do gcc para você usar. O DJGPP é o “gcc portado para o dos” e funciona igualzinho o primo do unix.

Olá, Mundo!

Siga as instruções dos sites e instale o gcc, depois abra o seu editor preferido e cole essas linhas lá:

#include<stdio.h>
main()
{
    printf("Olá, Mundo!!!");
}

Feito isso salve o arquivo como ola.c e abra um console (cmd ou xterm), vá na pasta onde salvou o código e rode o gcc para compilar o arquivo:

gcc ola.c -o ola

Se o gcc não retornar nenhum erro, você vai ver que o arquivo ola ou ola.exe foi criado. Rode o arquivo e você vai ter “Olá, Mundo!!!” escrito na sua tela. Parabéns, você criou, compilou e rodou o seu primeiro programa feito em linguagem C.

Escrito por Luizão

janeiro 15, 2009 às 9:13 am