Pensando Bobagem


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Pipoca

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Talvez esse post seja o começo da sessão mais inútil do blog, mas é bem próximo ao nome do blog. São coisas do cotidiano que, talvez, você nunca tenha parado para pensar sobre elas. Por exemplo, você sabe porque o milho de pipoca estoura? De onde ele vem? É o mesmo milho que vem nas latas em conserva? Por que alguns grãos não estouram e quase nos quebram os dentes?

O milho pipoca se caracteriza por ter grãos pequenos e duros que têm a capacidade de estourar quando aquecidos em torno de 180ºC, diferente do milho comum. Segundo informações das empresas empacotadoras, o consumo nacional de milho pipoca está em torno de 80 mil toneladas, sendo que 75% desse mercado corresponde ao millho pipoca americano, importado parcialmente da Argentina.

O mistério que envolve a pipoca já era discutido até por algumas tribos indígenas americanas, elas começaram a fazê-la com a espiga inteira colocada num espeto e levada ao fogo. Com relação à pipoca estourar, eles costumavam dizer que os espíritos viviam dentro de cada grão de pipoca. Os espíritos viviam em paz, mas quando suas “casas” eram aquecidas eles ficavam furiosos, fazendo com que o grão pulasse e finalmente estourasse libertando o espírito, que saía sob a forma de uma névoa.

Mas o que acontece é bem mais concreto: A “explosão” de um grão de pipoca quando aquecido é o resultado da combinação de 3 fatores:

  1. Além de amido, o interior do grão (endosperma) contém cerca de 12% de água;
  2. O endosperma é um excelente condutor de calor;
  3. O exterior do grão (pericarpo) apresenta grande resistência mecânica, é duro e raramente possui falhas (rachaduras).

Quando os grãos de milho são aquecidos a umidade interna (endosperma) é convertida em vapor, ou seja, sofre vaporização. Em um determinado ponto, o ar retido tenta expandir-se e as moléculas se movimentam com tanta rapidez no interior do milho que desta forma pressionam fortemente as paredes resistentes, até que elas se rompem e os grãos de milho explodem e se tornam maiores do que o grão original.

O pericarpo atua como uma panela de pressão, evitando a saída do vapor de água até que certa pressão limite seja atingida. Neste ponto, ocorrem duas coisas: o grão explode, com som característico (pop!) e o amido do endosperma incha abruptamente, e se transforma no floquinho branco de textura macia que chamamos de pipoca. A explosão da pipoca nada mais é que a expansão do vapor de água dentro do grão, essa é a verdadeira explicação científica para o estouro da pipoca.

No entanto sempre sobram alguns grãos que não estouraram. Isso se deve à pouca quantidade de água dentro do grão ou rachaduras no pericarpo ou casca. Essas rachaduras deixam a pressão sair calmamente sem causar uma explosão. Preocupados com este terrível e abominável problema, pesquisadores da Purdue University, do estado americano de Indiana, conseguiram identificar na pipoca uma estrutura cristalina que determina a qualidade do “estouro”.

Pode parecer uma preocupação boba, mas já imaginou as conseqüências de morder um milho que não estourou? Além do incômodo, esta pipoca mal-sucedida pode quebrar dentes e destruir obturações. Acrescentem-se aí os gastos com o dentista e está explicada a necessidade em se descobrir uma maneira de melhorar a qualidade do petisco.

A conclusão à qual os pesquisadores chegaram foi de que a estrutura química da parte externa ? pericarpo – da semente, que é composta parcialmente de celulose (um polímero de glicose), é a principal responsável pela qualidade. Durante o aquecimento, o pericarpo atua como uma panela de pressão, fechando dentro de si o conteúdo da semente. O conteúdo aquecido aumenta a pressão até que o milho se rompe e estoura, a semente se vira de dentro para fora e produz aquela maravilha branca e crocante.

Nas pipocas que estouram melhor, o pericarpo é composto por um arranjo cristalino mais bem ordenado e resistente do que nas outras variedades. Essa estrutura mais firme tende a aumentar a retenção do conteúdo da semente, fazendo com que esta tenha uma ruptura maior. O estudo será publicado na versão impressa da edição de julho da BioMacromolecules, jornal da Sociedade Americana de Química.

Agora sejamos francos, você já pensou que simples fato de preparar uma vasilha de pipoca implicasse em tantas transformações químicas, tanta ciência?

Escrito por Luizão

março 24, 2009 às 10:47 am

LHC

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Faz tempo pra caramba qu eu não escrevo aqui… Tava sem saco sabe, mas essa semana surgiu um assunto interessante o suficiente pra me encorajar a escrever novamente aqui. Já aviso de antemão que não sou físico nuclear, ou astrônomo ou engenheiro pra conhecer os detalhes do LHC (será descrito abaixo), então em caso de eu ter escrito algo incoerente ou inconcebível fisicamente, ignorem, por favor.

No CERN, um dos maiores (se não o maior) institutos de tecnologia, localizado na Suíça, foi desenvolvido o protagonista da história, o LHC (Large Hadron Collisor). É uma maquina composta por muitos e muitos eletroímãs a fim de se acelerar partículas a uma velocidade absurdamente alta. Tem como finalidade uma série de experimentos físicos que visam explicar muitas das dúvidas atuais da física.

No entanto não é o funcionamento da máquina que me levou a criar esse post, e sim os resultados. Podemos ter resultados maravilhosos, com avanços talvez nunca antes concebidos. Quem sabe podemos usar esses conhecimentos em prol da humanidade (a claro, assim como usaram a energia Nuclear…. enfim). No entanto esse experimento pode gerar uma catástrofe de proporções colossais (pensem numa cagada descomunal como explodir acidentalmente uma bomba nuclear…. elevem à décima potência… isso, agora tornem esse número fatorial… é mais ou menos o tamanho da cagada). Isso por que como descrito por nosso amigo Hynx da melhor forma possível, “alguns cientistas virgens” querem a todo custo realizar experimentos que podem gerar desde partículas que podem realizar uma reação em cadeia que culminaria na nossa extinção, até pequenos buracos negros, que COINCIDENTEMENTE, culminariam na nossa extinção…Ou seja, o quadro não é muito favorável.

É verdade que à algum tempo o homem vem tentando brincar de Deus, cruzando limites críticos, mas “sustentáveis”. Infelizmente o homem conseguiu…. Sabe aquela frase “Não pense que não pode piorar, por que pode sim?”… Bom, cruzamos o limite do concebível. A energia atômica é devastadora, SE É! Mas destrói uma cidade ou outra, vá lá. Agora o que dizer de um buraco negro… É, não estamos falando de cidade mais, mas do sistema solar por exemplo. Esse tipo de energia está fora do alcance do homem, é algo inimaginável o poder de destruição de um buraco negro. Mesmo assim, tem gente querendo criar mini-buracos negros (não importa o tamanho, mini ou MASTER, teria gravidade o suficiente pra “engolir” a Terra, o sistema solar e sabe lá Deus mais o que.
Sou totalmente a favor do progresso científico, DESDE QUE seja feito a passos controlados e sobre elementos que possam ser 100% dominados pela tecnologia humana. O homem está montado na sua curiosidade e está apostando alto demais em algo incerto. Nesse post então me coloco CONTRA a ativação do LHC. Quaisquer críticas serão aceitas de bom grado desde que tenham fundamento e não sejam nocivas.

Escrito por mercedez

maio 15, 2008 às 2:55 pm

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